AS MÁSCARAS DE ALEX

ISPA, Instituto Universitário, Lisboa
Rua Jardim do Tabaco, 34

[Inaugura a 16 de Novembro de 2017]



Amor e dedinhos
Amor e dedinhos



As máscaras de Alex é um projecto em Pintura, da autoria de Luís Herberto, artista plástico e Professor na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior. Configura-se à volta de uma construção ficcional, estruturada a partir de relações sociais que convivem em temáticas como o preconceito, género/ transgénero e sexualidade, entre muitas outras possibilidades nos teatros de vida em que nos movemos. As pinturas apresentadas são construídas a partir deste princípio e de um modo geral, são exploradas visualmente vivências hedonistas que se compõem à margem de preconceitos, mesmo em momentos de rejeição ou consentimento, desenhando as personae admissíveis que Alex assume para se transfigurar no mundo social e no domínio público.

É também um projecto com um cunho académico, em conjunto com a investigação para a tese de doutoramento
Imagens interditas? Limites e rupturas em representações explícitas do sexo no pós-25 de Abril’ (http://repositorio.ul.pt/handle/10451/15800), apresentada na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em 2015. Da parte experimental deste projecto, resultaram várias exposições, a partir de 2008, entre as quais, Nós e todos os outros… Fundação D. Luís/ CC Cascais, 2011) e a recente As brincadeiras de Alex (Espaço Cultural das Mercês, Lisboa, 2016), produzida maioritariamente durante o período de investigação e apresentada após a defesa da tese.

A questão do teatro social e das máscaras dos seus intervenientes, ocupa o artista, desde este período, enquanto inquietações plásticas e sociais. A exploração temática e as suas variações, tem início com a exposição
Amuos e Desamores (Cidadela de Cascais, 2008), abrindo caminho para os projectos expositivos seguintes e até ao presente.

O conjunto de pinturas que constitui
As máscaras de Alex reúne alguns ensaios destes momentos expositivos, com manifestas alterações compositivas na quase totalidade das pinturas com a inclusão de citações visuais de Katsushika Hokusai (1760-1849), com uma produção bastante peculiar nas muito celebradas ‘imagens da Primavera’ ou Shunga, como é mais conhecida esta exploração temática do imaginário japonês. São gravuras bastante assertivas na representação do sexo explícito, mas configuram igualmente composições intimistas e provocatórias no seu contexto original e que conseguiram penetrar na cultura artística à escala global, assumindo presentemente o seu lugar, com notáveis demonstrações públicas e editoriais.

Luís Herberto reconstrói estas pinturas e apresenta outras inéditas, configurando
As máscaras de Alex como um projecto aberto, quer nas propostas formais, quer na interpretação do tema.